Quando tive contato com ela a primeira vez, falar de Internet era mais ou menos como chegar em casa e avisar a família que dentro de um mês estaria partindo para criar búfalos na Ilha de Marajó. Algo exótico para dizer o mínimo. Especialmente quando associávamos palavra marketing.
Como sempre gostei de desafios, comprei a briga e participei da conquista de uma fronteira selvagem, desconhecida, algo misteriosa. Cada nova visão, oportunidade nos colocava num país das maravilhas, terra de oportunidades para os sonhos mais desvairados. Nem os nordestinos que foram extrair borracha da Amazônia ou os imigrantes japoneses que chegaram no Brasil no início do século passado ouviram tantas promessas, projeções e previsões.
Quando a exuberância irracional dos mercados sofreu um abalo sísmico, de repente nos vimos num episódio de Lost. A Internet virou um enigma ou, pior que isso, uma promessa fraudulenta. Todas as previsões pareciam ter sido feitas por charlatões. Só que o tempo se encarrega de colocar as coisas no devido lugar. Muito do que se previu naquela primeira fase, na verdade, não era loucura nem fraude, apenas uma idéia que não cabia naquele mercado ainda pouco maduro.
E-commerce, B2B, links patrocinados, web 3.0… Os termos continuam sendo criados e hoje a perspectiva me parece mais realista. A Internet está tão presente em nossas vidas que deixamos o ceticismo de lado e temos fé no que pode vir acontecer. É isso que pretendo dividir com você aqui. Opiniões, idéias, tendências. Quero debater sobre Internet, marketing e comunicação na Internet. E a sua colaboração é essencial. Afinal, para usar um termo que antes soava como metafísica, interatividade não é diferencial mas um pressuposto da nossa realidade digital.






